Passo a passo

Como funciona a perícia médica do INSS

A perícia é o momento em que o INSS avalia, na prática, se existe (ou não) a incapacidade ou a deficiência alegada no pedido de benefício. Boa parte dos indeferimentos evitáveis acontece por falta de preparo — não por ausência real de direito.

Médico entregando documento ao paciente durante avaliação pericial

Entenda seus direitos

Tipos de perícia

Perícia administrativa presencial: realizada em agência do INSS, com médico perito próprio ou credenciado. É a mais comum para benefícios por incapacidade e para a aposentadoria da pessoa com deficiência.

Perícia por telemedicina (telepericia): usada em situações específicas, definidas pelo próprio INSS, com base em documentos e avaliação remota.

Perícia judicial: ocorre quando o caso é levado à Justiça após indeferimento administrativo, com perito nomeado pelo juiz — nesse momento, o histórico documental já reunido no processo administrativo faz toda a diferença.

Requisitos

O que o INSS exige

Documentos que costumam ajudar na análise

  • Todos os laudos e relatórios médicos, do mais antigo ao mais recente
  • Exames de imagem e laboratoriais que sustentem o diagnóstico
  • Receitas e comprovantes de tratamentos em andamento
  • Documento de identidade e número do requerimento (protocolo)

Fale com quem acompanha esse tipo de caso todos os dias

Cada processo tem particularidades. Envie seu caso e receba uma orientação inicial sem compromisso.

Agendar consulta Falar no WhatsApp

Um erro comum é levar apenas um atestado recente. O perito avalia a história clínica como um todo — por isso, reunir a documentação em ordem cronológica, do início do problema até hoje, fortalece a análise do caso.

— Equipe Adriana Roncato Advocacia Previdenciária

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre este benefício

O que fazer se o perito discordar do meu médico?

Cabe recurso administrativo ao CRPS (Conselho de Recursos da Previdência Social), no prazo de 30 dias a partir da ciência da decisão, apresentando documentos adicionais que reforcem a incapacidade ou a deficiência alegada.

Posso levar acompanhante à perícia?

Sim, especialmente quando há dificuldade de locomoção, de comunicação ou outra limitação que justifique o apoio de um acompanhante durante o atendimento.

Se o recurso administrativo for negado, ainda tenho alguma saída?

Sim — é possível ajuizar ação judicial, na qual será realizada nova perícia, agora por perito nomeado pelo juiz, com base em toda a documentação médica já reunida no processo administrativo.

Quanto tempo demora entre o pedido e a perícia?

Varia conforme a agência e o tipo de benefício, mas a lei prevê um prazo geral de 45 dias para o INSS decidir o requerimento administrativo — quando esse prazo é ultrapassado sem justificativa, cabem medidas específicas para acelerar a análise.

Posso reagendar a perícia se não conseguir comparecer na data marcada?

Sim, é possível remarcar pelo Meu INSS ou pela Central 135, preferencialmente com antecedência, para evitar o cancelamento automático do requerimento por ausência não justificada.

A perícia por telemedicina tem o mesmo peso da presencial?

Sim, quando cabível para o caso, tem a mesma validade jurídica — mas nem todo benefício ou situação clínica é elegível para telepericia, critério definido pelo próprio INSS.

Posso gravar ou registrar a perícia de alguma forma?

Não há previsão de gravação pelo periciado durante o atendimento; o que existe é o direito de anexar documentos e laudos ao processo antes e depois da perícia, além de solicitar cópia do laudo pericial.

O médico perito pode negar o benefício mesmo com laudo do meu médico dizendo o contrário?

Pode, já que a decisão final cabe ao perito do INSS. Nesses casos, o laudo do médico assistente passa a ser prova fundamental em eventual recurso administrativo ou ação judicial.

Temas relacionados

Você também pode se interessar por

Reconhece essa situação no seu caso?

Reúna a documentação que tiver disponível e agende uma análise inicial, sem compromisso.

Fale conosco